terça-feira, 13 de agosto de 2013

OS INFRATORES

Acabei de assistir ao filme "Os Infratores" (Lawless) e dou a sentença: Muito bom. Estrelado por Shia LaBouf (Tranformers), Tom Hardy (Batman - O cavaleiro das trevas ressurge - como Bane) e dirigido por John Hillcoat é ambientado durante a turbulenta e depressiva década de 1930, no interior da Virginia, nos Estados Unidos. A família Bondurant liderada por Forrest (Tom Hardy) vive do contrabando e fabricação ilegal de bebidas alcoolicas em plena lei seca americana. A previsibilidade do roteiro é um tanto óbvia. O caçula Jack (LaBouf) tenta mostrar seu valor aprimorando a venda e produção das bebidas em alambiques escondidos. A fama de indestrutíveis dos Bondurant é colocado a prova quando o corrupto Delegado Especial Charlie Rakes (Guy Pearce com um cabelo ridículo, mas típico da época) chega e bate de frente com Forrest que não aceita pagar "propina" para continuar vendendo seu produto. O final é até surpreendente e vale muito a pena assistir.
Para os fãs da velocidade ainda há outro bom motivo para assistir "Os Infratores". Tratado de forma sutil durante o filme, a origem das corridas de Nascar estão lá. Para quem não sabe, os motoristas que transportavam as bebidas, função de Jack (LaBouf) tinham que ser bons para fugir das constantes perseguições policiais. Eram conhecidos como Moonshine Runs (Moonshine era a derivação geral das bebidas fabricadas em alambiques escondidos nas montanhas e que podia-se ver o brilho dos destiladores na noite escura - daí Moonshine, e runs, porque estavam sempre correndo). Modificar os carros, como aparece no longa, também era comum e uma necessidade para fugir da polícia. Com o tempo, alguns motoristas começaram a se vangloriar para outros dizendo-se melhor ou mais rápidos. Dai surgiram as primeiras pistas, ovais, para facilitar a organização. E com o tempo e organização mais efetiva, surgiu a NASCAR ( National Association for Stock Car Auto Racing) a associação que reunia os carros de passeio modificados para ficarem mais velozes. E assim é até hoje, com as "bolhas" tendo que ser o mais parecido possível com os carros de rua. Ah, a trilha sonora não fica muito atrás. Muito folk americano.
Recomendo.


sábado, 10 de agosto de 2013

"Eduardo e Mônica" de Renato Russo pode virar minissérie.

Mais um hit que virou sucesso na voz de Renato Russo, da Legião Urbana, pode ser adaptado, dessa vez para as telinhas. Depois de do single "Faroeste Caboclo" fazer sucesso no cinema, agora é a vez de "Eduardo e Mônica". Segundo a colunista Mônica Bérgamo, do jornal "Folha de S. Paulo", a música pode virar minissérie de TV.
De acordo com a publicação, é Giuliano Manfredini, 23, filho de Renato, quem está à frente das negociações.
A história vai precisar de atores que possam interpretar os protagonistas em diversas idades, já que a canção conta a trajetória do casal desde que se conhecem (ele, no colegial, e ela, na faculdade) até quando tiveram os filhos. A atriz Débora Nascimento, 28, é cotada para viver Mônica.
Não seria a primeira adaptação da música. Em 2011, foi tema de um vídeo publicitário especial de Dia dos Namorados e virou febre na internet.
Para quem não conhece o víde, sensacional aliás, está ai!  tele abraçaos galera.... E quem ira dizer que não existe razão....


sábado, 27 de julho de 2013

A MORTE DE UM SUPER-HERÓI (DEATH OF A SUPERHERO)















Quem me conhece sabe que adoro filmes. De qualquer filme basicamente. Mas tenho algumas preferências: Comédias românticas americanas, comédias nacionais, dramas ingleses e alemães, e carnificina do leste europeu (são os melhores e mais vicerais, mas americanos também são bons). Mas hoje, nesse retorno ao meu blog, quero comentar do filme que acabei de assistir. A Morte do Super Herói (Death of a superhero) é uma produção Germano/Irlandesa dirigida por Ian Fitzgibbon conta

o drama do jovem Donald (Thomas Brodie-Sangster) que é diagnosticado com leucemia. Desenhista super talentoso, o filme se desenvolve entre as aventuras em stop-animation de seus desenhos em sua imaginação que refletem a sua angústia com o mundo, família e sua doença. Esquisitão, mas sem cair na mesmice de isolado na escola, ele tem amigos. E em uma de suas aulas conhece Shelly (a bela Aisling Loftus) com quem começa a ter um relacionamento que se aprofunda durante o filme. Andy Serkis (talvez o nome mais famoso do filme) interpreta o Psicólogo-Tanatologista Dr. Adrian King que consegue compreender Donald e enfim ajudá-lo a encarar o mundo melhor. Emocionante e cativante é um filme que vale muito a pena ser visto. Uma estória de amor e morte, de superação e desafios que pode emocionar os mais fracos de coração. A trilha sonora, como era de se esperar é magnífica com músicas de artistas pouco conhecidos como Marius Ruhland e Lucy Farrel & Jonny Kearney. Não perca tempo e não se engane com o título. Ótima pedida.

sábado, 14 de agosto de 2010

Nunca fui beijada (Never Been Kissed) 1999

Nada melhor para aliviar o stress do dia-a-dia do que um bom filme de humor. Uma comédia romântica, é melhor ainda. "Nunca fui beijada" é isso e um pouco mais. A comédia romântica protagonizada por Drew Barrymore é um filme leve, sem muitas pretensões, que nos remete à meados dos anos 90 mas com ar de anos 80. Drew é Josie Gellar, uma repórter do Chicago Sun Times que é enviada de volta à High School para fazer uma reportagem disfarçada sobre as atitudes dos alunos nos dias atuais. Entre um tropeço e outro ela fatalmente é lembrada de sua fracassada passagem pelo colegial e agora encontra praticamente a mesma situação, até que seu irmão, Rob Gellar (David Arquete) intervém e a ajuda a se tornar popular. Poderia ser só mais um filme tentando retratar o modo de vida do colegial americano. Mas é um filme muito bem ritmado e embalado por uma excelente trilha sonora. É impossível não torcer pelo pretenso sucesso da repórter Josie no fim do filme e ficar com os olhos marejados. Bom, isso para quem tem o mínimo de sentimento. Chamo a atenção para algumas quase estréias de Jéssica Alba como uma das "barbies" Kirsten Liosis e Leelee Sobieski que interpreta a nerd Aldys. Aliás, sobre Leelee, assisti recentemente um filme ótimo estrelado por ela e Morgan Freeman, Viagem sem volta,  mas isso é assunto para um próximo post. Agora vou assistir à uma comédia em cima da saga Crepúsculo, Os Vampiros que se Mordam. Vamos ver no que dá!!!
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt0151738/
Trailer do filme:

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hashico - Sermpre ao seu lado

Não precisa ser nenhum bebê chorão, nem uma manteiga derretida para se pegar chorando (compulsivamente até) ao assistir Hashico (ou Hashi, a dog story, título em inglês ou ainda, "Sempre ao seu lado", nome de batismo em terra brasilis). Hashico é muito mais que uma história entre um cão e seu dono. É uma história de amor, fidelidade, amizade, coisa muito rara de ser ver hoje em dia, entre os humanos, pelo menos. Baseado em um história real que virou lenda no Japão, Hashi (oito em japonês, pois era o oitava da ninhada) é um Akita, cachorro conhecido por seu temperamento independente e avesso à treinamentos. No filme de 2009, a história foi transportada da cidade original de Shibuya, nos arredores de Tóquio, para Rode Island, nos Estados Unidos. Ainda filhote, Hashi acidentalmente escapa de sua gaiola e encontra o professor de música Parker Wilson (Richard Gere) que toma o trem todos os dias para ir dar aula na universidade, voltando sempre a tardinha. Relutante, principalmente por causa da esposa que não queria animais de estimação (fica nas entrelinhas que eles acabaram de perder um animalzinho muito querido recentemente), Wilson acaba adotando e criando um laço de amizade tão grande com Hashi que nem a esposa quis romper e aceitou a adoção. Entre as indas e vinda do filme, e as frustradas tentativas de Wilson ensinar Hashi a pegar uma bolinha, ele descobre que isso faz parte do caráter do animal quando conversava com um amigo japonês que também explicou e indiretamente deu o nome a Hashi. Mas uma coisa ele fazia de muito bom grado e por conta própria: Seguia Wilson até a estação todos os dias e perto do horário da chegada do professor ele corria e esperava sentado em uma pracinha em frente a saída da estação. Um comportamento inexperado e admirado por todos.

ATENÇÃO! SPOILERS DAQUI PARA A FRENTE.


Mas chega o dia em que Hashi não queria que o professor pegasse o trem, e até a bolinha ele pegou para tentar fazê-lo ficar. Mas nada. Ele então espera, espera, espera... e nada. O professor faleceu na universidade de ataque cardíaco. A filha do professor, agora casada, tenta levá-lo para casa onde eles irão morar com a mãe agora viúva. Mas Hashi foge e volta para a estação. Vendo que não havia nada a fazer, Michael, genro do professor, decide deixá-lo na ferroviária, onde continua sendo agradado e tratado por todos. Vira inclusive matéria de reportagem.
E assim Hashi repetiu a sua rotina durante 10 longos anos, até que, na velhice, numa fria noite de inverno, ele vai para a estação, em um horário diferente, pela última vez. Ele finalmente reencontra seu dono, e felizes saem brincando mundo afora. Hashico falecera.
Richard Gere em suas entrevistas conta que dificilmente consegue contar sobre o filme sem ficar embargado ou chorar.
Mesmo sabendo o começo meio e fim do filme, é impossível de não se assistir mais de uma vez.
No Japão, na cidade de Shibuya, em frente à estação de trem, hoje existe uma estátua de bronze homenageando o personagem principal que faleceu, originalmente, em 1935. Há quem ache que seja apenas uma lenda japonesa para falar de amizade e lealdade. Que seja! Mas como disse o pequeno Ronnie, neto de Wilson, na aula que a professora pediu para que falassem sobre seu herói, ele começou, entre risadas desacreditadas dos colegas, a conta a história de Hashi e seu avô, e quando termina, a sala de aula inteira está aos prantos.
Indico à todos...
Ficha completa do filme: http://www.imdb.pt/title/tt1028532/
Trailler:

terça-feira, 13 de julho de 2010

Olny Rock And Roll

É. Eu comecei este post diferente porque ele merece. Achei este filme por acaso. "The Boat that Rocked" (Os Piratas do Rock - no Brasil) conta a história de um grupo de DJ's que leva uma vida muito rock and roll a bordo de um barco de onde transmitem programação rock/pop dia e noite. Isso porque por volta de 1966, na Inglaterra, as rádios eram proibidas de tocar musicas que não carrega-se uma carga educativa, por assim dizer. A BBC era uma das únicas que tinham o direito de tocar 45 minutos diários de rock, às 03 da manhã! Escrito e dirigido por Richard Curtis que tem em seu currículo os sucessos de Bridget Jones (O Diário de, e No limite da Razão) e várias produções do humorista Mr. Bean, "Os Piratas do Rock" é daqueles filmes que você fica louco para que demore o máximo possível para acabar... e quando acaba, você fica vendo os créditos finais só para curtir o finalzinho da excelente trilha sonora. Trilha essa que é o ponto forte do filme recheando com pérolas do rock dos anos 60, principalmente britânico. Na minha opinião é uma obra de arte que merece ser vista, revista, vista de novo e para sempre. Uma viagem no tempo sem lisergias excessivas. Tudo na dose certa: música, humor, drama, conflitos. Tudo muito bom, muito bem orquestrado, do começo ao fim, um verdadeiro tributo ao começo do rock, às rádios que se especializaram no assunto. Aos fãs, saudosistas ou não. 
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt1131729/
Assista o trailler

domingo, 30 de maio de 2010

24 HORAS: UM TRIBUTO

Após 10 anos, 17 Emmy's, 2 Globos de Ouro e muito milhões de dólares depois, 24 horas chegou ao fim no último dia 24 de maio. Pelo menos é o que tudo indica. Kiefer Suttherland, o Jack Bauer, protagonista da série afirmou em recente entrevista que "se o público quiser continuar vendo 24h ele fará com satisfação". Desde que começou a série em 2001, a Fox, emissora que transmite o seriado, registrou muitos altos e baixos na audiência da série. Temporadas fracas, fortes, enfrentando concorrentes de peso como Lost, The Vampire Diaries, The Big Bang Theory entre outros, Jack Bauer e sua equipe da CTU (Counter Terrorism Unity) sempre deram conta do recado e seguraram uma média relativamente satisfatória de audiência. Mas o final da 8ª temporada, transmitida em um especial de 2 horas, foi uma das mais baixas de toda a franquia. Mesmo assim, o produtor Howard Gordon vê grandes chances na continuação da série. Um dos boatos que correm é que o maior empecilho para que 24h ganhe uma nova temporada é o alto salário de Suttherland. Bom, se ele diz que quer, pretende agradar os fãs, ele vai abaixar um pouco seu salário. Espero que sim.
Eu, particularmente, me tornei fã da série já na primeira temporada. Difícil sempre foi ter que esperar um ano para uma nova temporada. O frenesi de 24h é empolgante. É ação o tempo todo, já que tudo deve acontecer no espaço de um dia. Parece difícil acreditar que tanta coisa possa acontecer em 24 horas, mas especialistas da swat, FBI e de analistas de força táticas garantem que tudo o que acontece na série é perfeitamente plausível de acontecer no espaço de tempo demonstrado. Viagens, conspirações e tudo. Espero que não acabe por aqui. O final da 8ª temporada foi triste e melancólica. Não vou dar detalhes. Mas Jack não morreu, e com ele vivo, como disse o presidente Logan, "ele voltará do buraco que tiver enfiado no fim do mundo" por isso tudo pode acontecer nos próximos meses. Aguardemos!

Shutter Island (Ilha do Medo)



Mais uma obra prima do mestre do cinema Martin Scorsese. "Ilha do Medo" é um drama psicológico envolvente e absolutamente surpreendente, marca que só grandes mestres do cinema conseguem empregar em seus filmes. Scorsese consegue envolver o espectador em um clima de suspense e loucura que só é desvendado nos últimos minutos do filme. Estrelado por Leonardo Di Caprio, o drama conta a história do Delegado Teddy Daniels (Di Caprio) e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) que são atribuídos para investigar a fuga de um paciente no hospital/prisão de segurança máxima loucos criminosos localizada na Ilha de Shutter. Em meio a um furacão e a dificuldade de conseguir a colaboração dos funcionários, Teddy começa uma investigação meio que por conta própria e começa a ver que nada é exatamente o que parece ser... nem ele mesmo... É um filme imperdível para quem gosta de suspense, drama, história bem estruturada e com final surpreendente e até emocionante. Na minha opinião, o clima de loucura e insanidade que Di Caprio tentou alcançar com o horrível "A Ilha", ele conseguiu agora, por coincidência, em outra ilha, agora a de Shutter. Um clima noir e de maturidade de Leonardo que não via em seus filmes desde "Eclipse de uma Paixão". Mas ai é outra história.
Ficha Completa: http://www.imdb.pt/title/tt1130884/
Trailer do filme:

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Invenção da Mentira (The Invention of Lying) - 2009


Imagine se não existisse a mentira. Imagine se todos simplesmente falassem somente a verdade, por mais doída que fosse. Eu sei. É difícil. Muito difícil. Mas Ricky Gervais e Matthew Robinson conseguiram esta façanha neste ótimo "A Invenção da Mentira". Dirigido e escrito pela dupla Gervais e Robinson, o filme conta uma fictícia estória do mundo sem mentiras protagonizado por Mark Bellison (Rick Gervais - novamente), Anna McDoogles (Jennifer Garner) e seus amigos Frank (Jonah Hill) e Greg (Louis C. K.). Nesse mundo, o cinema e feito com filmes onde os astros são leitores, que lêem a grandes obras escritas por grandes escritores, astros do quilate de nosso mega star do cinema. Mark Bellison é um fracassado que acaba de ser demitido e é apaixonado por Anna que só pensa em arrumar um pai com boa genética para seus futuros filhos. Até que Mark consegue contar a primeira mentira do mundo! A partir daí sua vida muda vertiginosamente, já que todos acreditam em absolutamente tudo que ele fala, afinal, porque não acreditar se não existe a noção ou conceito de mentira. É um filme de humor leve e gostoso que vale e muito a pena ser assistido. E também serve para refletir um pouco na "utilidade" da mentira, aquelas que não prejudicam ninguém, e ainda podem ajudar. Atenção para as cenas em que Mark aparece com as "tábuas da revelação" - seus ditames ouvidos do "homem do céu" colados no fundo de caixas de pizza da Pizza Hut e onde uma pessoa em uma propaganda "vende" um produto a base de açúcar mascavo e água, que engorda, pode provocar ataques cardíacos e é muito doce. A nossa amiga Coca-Cola. Já pensou se a moda pega!!!!
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt1058017/
Assista o trailler:

Jogos da Copa poderão ser vistos em 3D no Cinemark


Como a gente noticiou no começo do ano, a Rede Globo irá exibir alguns jogos da Copa do Mundo deste ano nos cinemas em 3D.
A Globo será a responsável por emitir o sinal via satélite e pelas retransmissão para os cinemas da rede Cinemark, que os exibirá em 25 salas de cinema, nas cidades de Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Brasilia – ainda existe a possibilidade de outras cidades participarem.
Serão oito jogos. Apesar de não ter sido confirmado, é grande a possibilidade de a final ser exibida – ou pelo menos a disputa pelo terceiro lugar.
A grande pergunta é em relação ao preço da entrada. O ingresso para uma sessão em 3D na rede Cinemark custa R$ 27.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Julie & Julia (2009)

Uma pitada de bom humor, uma boa dose de delicadeza, uma boa quantidade de talento. Eis a receita para fazer um gostoso filme... culinário! Não estou sendo sarcástico nem cínico. É que Julie & Julia, dirigido por Nora Ephron e baseado nas histórias reais de dois livros, Julie & Julia de Julie Powell e My Life in France de Julia Child é isso e muito mais. Julie Powell (Amy Adams) é uma jovem recém casada que se muda com o marido para o subúrbio do Queens, em Nova York e trabalha no Call Center de uma seguradora. Sem ter o que fazer nas horas de folga, ela decide se dedicar à algo. Cria um blog chamado "Cozinhando com Julia Child" onde ela se lança no desafio de fazer 365 receitas diferentes em um ano. Sempre se baseando nas receitas dos livros de Julia Child, sua "mentora"! Julia Child (Meryl Streep), por sua vez, em sua época, pouco depois da 2ª Guerra, se muda para França seguindo seu marido, adido da embaixada norte-americana. Também para passar o monótono tempo procura algo à que se dedicar e acaba descobrindo na culinária francesa e na ânsia de escrever um livro de culinária francesa para cozinheiras americanas, se lança de cabeça nesse desafio, e também para vencer o machista mundo da culinária francesa.
São duas mulheres fortes, cada uma à seu tempo e modo, com seus jeitos e trejeitos, que encantam o pública com suas histórias, aventuras e desventuras pelo mundo culinário. Desde decepção por um bolo que murcha até um ataque histérico por uma receita que teima em não dar certo. Dando suporte à essas duas incríveis mulheres, estão seus maridos, Paul Child (Stanley Tucci), marido de Julia e Erick Powell (Chris Messina), marido de Julie que suportam suas crises e provam e aprovam suas deliciosas receitas. 
É um filme imperdível para os amantes da sétima arte. E prestem atenção à incrível e hilária saga de Julie Powell ao tentar cozer uma lagosta viva. É muito engraçado!
Ficha Completa: http://www.imdb.pt/title/tt1135503/
Assista o Trailer

sábado, 3 de abril de 2010

ABC anuncia nova série de pessoas com superpoderes


A ABC deve se encontrar num momento estranho. Lost, a sua série de maior visibilidade nos últimos anos está chegando ao seu fim, e apesar disso trazer uma grana violenta em forma de venda de espaço promocional durante os episódios, também apresenta um futuro sombrio. Qual série pode entrar no lugar e ter um sucesso parecido?
Aparentemente eles já estão se coçando, e agora apresentam uma série interessante, mas com um conceito completamente manjado. No Ordinary Family é o nome da série, que mostrará uma família de pessoas com super-poderes.
A série já tem o seu primeiro ator anunciado, Michael Chiklis. Pra quem não está ligando o nome à pessoa, basta olhar a imagem ali em cima e se atentar ao fato que ele também foi o Coisa do Quarteto Fantástico, logo tem uma certa experiência no assunto. Tá certo que ele batia em vagabundo durante seus anos em The Shield, mas ele é o Coisa do Quarteto Fantástico!
A série pode se dar muito bem se for bem feita, mas se não conseguir, poderá cair num abismo medonho que séries como Heroes vivem rondando. Depois de um relativo declínio, Heroes novamente subiu nas pesquisas em sua quarta e recente temporada.
No Ordinary Family ainda não tem data de estréia, mas surgindo novidades sobre ela, nós conto pra vocês.

24 Horas chega ao fim

Parece que não tem mais jeito mesmo. A série americana da Fox, 24h, estrelada por Keith Sutherland, o Jack Bauer, chega mesmo ao fim após 8 temporadas. Entre os vários motivos enumerados pelo seu produtor, John Cassar, em seu twitter, estão os alto custos da série e a queda na audiência. A oitava temporada, por exemplo, só engrenou nos Estados Unidos após a metade dos episódios. Além disso, um verdadeiro bombadeio de críticas que se seguem desde a sétima temporada vêm esgotando os humores de seus redatores. A esperança para os fãs reside em uma provável migração para o cinema. Na minha opinião, uma migração bem vinda. Eu assisti algumas temporadas como a 5ª e a 7ª praticamente sem interrupção, um episódio após o outro. A sensação é muito melhor e "adrenalizante". Sem interrupção, a sequência de fatos e ações ganha uma dinâmica muito melhor. Mas, vamos esperar. Para os fãs brasileiros, a 8ª temporada que começou em março, no canal da FOX, está pegando fogo. Agora, a ação é em Nova Iorque, dando uma folga para Los Angeles. E mais uma vez a Unidade de Combate ao Terrorismo  (CTU - Combat Terrorism Unity) tem um espião infiltrado. Parece que a segurança dessa unidade precisa de uma revisão. Bom, tenham um bom dia de 24h

domingo, 21 de março de 2010

Coração Louco (Crazy Heart) 2009

Esse é para quem gosta de country music. Mas não pense que é uma daquelas histórias do jovem morador do interior texano que vai para os grandes centros como Nashville tentar a sorte grande no mundo da música. Jeff Bridges é Bad Blake, tragicômico cantor country que já teve mulheres demais, bebidas demais e anos demais. Vive sua vida de artista em uma turnê "fuleira" pelo interior dos Estados Unidos, indo de show em show com seu Suburban e se "alimentando" com um bom whisky. Ressentido com o sucesso de seu aprendiz prodígio Tommy Sweet (Colling Farrell) e com seu oposto insucesso, Bad enche a cara a cada show, chegando a nem terminar alguns até que encontra Jean (Maggie Gyllenhall) na cidade de Santa Fé. Jean e uma jornalista que entrevista o músico e acaba se envolvendo com ele, dando-lhe uma chance de redenção. 
A vida de Bad começa a melhorar quando ele reencontra Sweet para fazer a abertura de um show para o mesmo. Eles fazem as pazes e indiretamente, Sweet dá uma grande força para a carreira de Bad que também colabora e se interna em uma clínica contra alcoolismo após se perder do filho de Jean, Brooke, por estar bêbado.
É uma história emocionante que mostra queda e ascensão de um ídolo da música country americana. É como um trecho de umas das músicas de Bad, composta para o filme que diz "...engraçado como cair parece voar, ainda que por alguns instantes." Sob direção do estreante Scott Cooper, Bridges conseguiu faturar o oscar de melhor ator e o filme, o de melhor canção original com "The Weary Kind". Um detalhe: As músicas cantadas por Bridges e Farrell foram interpretadas pelos próprios atores. Bons cantores também!
Ficha Completa: http://www.imdb.pt/title/tt1263670/
Trailler:

The Blind Side (Um Sonho Possível) - 2009

Ok, ok, eu sou  fã de Sandra Bullock. Vê-la ganhar o Oscar de Melhor Atriz (apesar de não ter feito minha aposta nela) foi ótimo. Ganhar o Framboesa de Ouro como Pior Atriz de 2009, também! É que o filme Maluca Paixão (All about Steve - já comentado aqui) é realmente um filme ruinzinho de doer. Mas um ruim meio que de propósito. Como se fosse feito para passar o tempo e desestressar, quem nunca fez isso? 
Ontem a noite tive a oportunidade de assistir The Blind Side. Nossa, muito, muito bom mesmo. O drama, que conta a história verídica de Michel Oher, o Big Mike, que fora afastado da mãe pela justiça do menor e até então vivia de lar em lar, não chega a ser digno de Oscar. Mas tem um roteiro firme, linear e emocionante. Big Mike (Quinton Aaron) é um jovem afro-americano enorme. Grande e forte, com propensas habilidades esportivas, consegue estudar em uma escola católica tradicional e que até então só tinha brancos da elite. É nesta escola, entre muitas dificuldades e adversidades que seu caminha cruza com Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), uma herdeira rica, estilista e casada com um ex-desportista. Leigh Anne resolve acolher Big Mike em sua casa, com a aprovação de toda a sua família. A nobreza do ato não é colocado em evidência e a própria Leigh Anne coloca em questão se eles não estariam fazendo tudo aquilo visando as capacidades atléticas do jovem.
"The Blind Side" agrada não só pela atuação cativante e emocionante de Sandra, mas por tratar de temas que podem muito bem encaixar na vida de muitas pessoas hoje em dia. A coragem da família em adotar uma pessoa que vive a margem da sociedade, tanto financeira como socialmente (afinal um afro-americano vivendo com uma família branca e rica sempre chama a atenção pelo lado negativo) é discutido de forma superficial e velado no filme. Aliás, um ponto negativo do drama é um meio que retorno ao velho American Way of Life. Tudo parece belo. A família Tuohy é a típica familia que todos gostaria de ter ou conviver. Pai, mãe, filho e filha com situação financeira estável, sem intrigas entre si e sempre sorridentes. Tudo parece belo e perfeito. Até quando Leigh vai ao subúrbio e sai totalmente ilesa, mesmo quando encara o chefão de gang da área, nada acontece.
Por isso tudo, os personagens são "unidimensionais", ou seja. São bonzinhos e só. Preste atenção. Durante todo o filme, o mal, o perverso, não é claramente evidenciado. É tudo encoberto por uma aura de cores. Por isso mesmo ele tem feito sucesso entre famílias do mundo inteiro e Sandra, a queridinha de palanque da América agrada tanto que alguns dizem que ela encontrou sua "Erin Brockovich". Bom, resta saber se quem inventou essa alcunha estivesse referindo-se à personagem que Júlia Roberts interpretou e ganhou o Oscar com filme homônimo ou à história de luta de uma mulher contra os descaminhos da sociedade em geral.
Para mim, Sandra mereceu o Oscar sim! Parabéns para ela. Ah! Preste atenção ao final do filme, no começo dos créditos finais, quando aparece cenas e fotos do verdadeiro Big Mike e da família Tuohy. Legal ver que um filme verídico, é realmente verídico!
Ficha Completa: http://www.imdb.pt/title/tt0878804/
Veja o Trailler:

domingo, 7 de março de 2010

Dance Flick (Bobeou Dançou) 2009

Pegue High School Musical, No Balanço do Amor 1, Ela dança, eu danço, Flash Dance, Up entre outros do gênero e misture tudo num caldeirão, adicione muito bom humor e você tem: Dance Flick (Bobeou Dançou ou Ela dança com meu ganso!!!!! Duas opções de títulos em português, um pior que o outro). 
Os irmãos Wyans (Damien Dante - direção-, Keenen, Shawn, Marlon, Craig - roteiristas) não conseguiram com essa produção a mesma nota de risadas e grau de humor que conseguiram com "As Branquelas" e a série "Eu, a patroa e as crianças". Mas mesmo assim, é garantia de boas e gostosas gargalhadas. A tiração de sarro em filmes de um gênero tem sido um bom nicho para cineastas de hollywood, mas está se tornando cansativo. Então, parte-se para tirar o sarro com cenas e fatos do cotidiano de estrelas de Hollywood, como na cena em que Charity (Essence Atkins) é parada para passar pelo bafômetro e o medidor do aparelho tem como marcadores de índice de alcoolismo: Mel Gybson, Nick Nolt, Kiefer Sutterland e Amy Winehouse (o topo do medidor!!!) 
Damon Wayans Jr. (o Júnior de Eu, a patroa e as crianças) faz dois rápidos papéis como Thomas, que morre no ínicio e Ray Charles (comédia pura).
O divertido nesses tipos de filmes é tentar descobrir as referências à outros filmes e fatos do cotidiano. Um belo teste para cinéfilos. Entre as diversas cenas de referência de Dance Flick está uma em que a Megan (Shoshana Bush) aparece acorrentada por um homem que insiste que ela cante. Essa cena, para quem não sabe, é de uma ótima produção estrelada por Morgan Freeman e Christina Ricci - Entre o Céu e  o Inferno. Pode até não ser nota dez, mas Dance Flick vai lhe garantir bons momentos de risada e diversão, principalmente nas cenas finais da Batalha de Dança que tem até Pole Dance e o Formigão com cerca de 300kg dançando Hip-hop. Impagável!
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt1153706/

Oscar 2010

É hoje. A maior e mais importante premiação do cinema internacional acontece em Los Angeles, e depois de alguns anos, greve de roteiristas e crises financeiras, o status da festa volta a ter a importância e pompa de sempre e que realmente merece. Seis mil pessoas entre diretores, artistas, profissionais, jornalistas e críticos de cinema em geral fizeram suas escolhas. Injustiça, merecimento, acerto. Os sentimentos controversos em torno dos premiados sempre serão os mesmos. E é isso que torna um prêmio especial. Eu não tenho recursos para fazer minhas apostas nas bolsas de apostas ao redor do mundo sobre os premiados. Mas deixo aqui, minhas apostas. Alguns chutes, já que não tive a oportunidade de assistir à todos os indicados em todas as categorias. Mas nas principais, Diretor, Ator, Filme, Atriz, etc. tive essa oportunidade. Concorda comigo? Dê sua opinião. Mas tem que ser antes da entrega da premiação.
Vamos lá:
Melhor Filme: Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow
Melhor Diretor: Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror)
Melhor Ator: Morgan Freeman (Invictus)
Melhor Atriz: Meryl Streep (Julie & Julia)
Ator Coadjuvante: Matt Damon (Invictus)
Atriz Coadjuvante: Mo'Nique (Preciosa)
Roteiro Original: Bastardos Inglórios
Roteiro Adaptado: Distrito 9
Fotografia: Avatar
Montagem: Guerra ao Terror
Direção de Arte: O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
Figurino: O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus
Maquiagem: Star Trek
Música Original: Up Altas Aventuras
Canção Original: Take It All (Nine)
Som: Avatar
Efeitos Sonoros: Avatar
Efeitos Visuais: Avatar
Longa de Animação: Up - Altas Aventuras
Filme estrangeiro: O Profeta, de Jacques Audiard (França)

Sexta-Feira 13 (Friday the 13th) 2009

Jason Voorhees, Michael Myers e Fred Kruegger são três nomes que assombraram noites e sonhos de muitos marmanjos e senhoras de hoje em dia nos anos 80, principalmente. Os psicopatas assassinos de Sexta-feira 13, Halloween e A Hora do Pesadelo, respectivamente, se tornaram clássicos do cinema de terror. Hoje, muitos os tratam como piada. Eles tiveram seus grandes deslizes em infinitas sequências cinematográficas mas sempre tiveram seu público cativo que amam ou odeiam (ou temem) os personagens que de alguma forma ou de outra inspiraram dezenas de produções do gênero, posteriormente. 
Sexta-feira 13, esse misto de refilmagem e continuação é uma espécie de bela homenagem e um grande reinício para a cinesérie do personagem. A história, claro, se passa em torno de Crystal Lake, casa de Jason, e mostra o surgimento do monstro, ainda criança, quando ele presencia a morte de sua mãe por uma monitora do Acampamento de Crystal Lake.  Vinte anos depois, um grupo de jovens aparecem nas proximidades para o fim de semana na casa de um do pai de um dos jovens. Presença ilustre, Jared Padalecki (o Sam da série Supernatural) é Clay Miller, que está na região a procura de sua irmã desaparecida há algumas semanas atrás. 
O roteiro é o mesmo de todos os filmes da série. Jason persegue, jovens morrem com golpes de facão e de outras formas inusitadas e terríveis, etc. Mas é sempre bom ver um revival bem feito de um clássico do terror. Cena imperdível é ver o momento em que Jason retira os trapos que envolvem sua cabeça e troca por uma máscara de hóckey. Assista, assuste-se e divirta-se!
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt0758746/

A Trilha (A Perfect Getaway) 2009

Não se deixe enganar pelas aparências. Essa é a premissa básica de "A Trilha" (A Perfect Getaway) dirigido por David Twohy. Cliff Anderson (Steve Zahn) e Cydney Anderson (Milla Jovovich) fazem um jovem casal recém casados que saem em lua de mel em trilha para aventureiros no Havai. Durante a viagem corre a notícia de outro jovem casal que fora assassinado dias antes em Honolulu e deixa um clima de desconfiança entre alguns viajantes. Cliff e Cydney encontram o misterioso casal Cleo (Marley Shelton) e Kale (Chris Hemsworth) e Gina (Kiele Sanches) e Nick (Timothy Olyphant), fazendo uma amizade maior com este último casal. A trama toda fica em cima de quem é o tal casal assassino. E a descoberta desse mistério provoca uma grande reviravolta no fim do filme.
Há quem compare "A Trilha" com "A Praia", estrelado por Leonardo Di Caprio. Existe sim muitas comparações: ambos são filmes de pessoas que vão passar uma temporada em algum paraíso natural e acabam entrando em uma grande fria que pode mudar ou acabar com suas vidas. Mas "A Trilha" tem mais chances de fazer um pouco mais de sucesso que "A Praia" não só pela presença da belíssima como sempre Milla Jovovich. Mas também porque a trama de "A Trilha" é mais envolvente e aparentemente mais simples. Sem as loucuras psicodélicas e viajantes de "A Praia" que quase nos faz (ou faz) perder totalmente o rumo do filme. 
É um filme envolvente, mas não espere nenhum grandioso filme que vá se tornar um clássico do gênero. É daqueles que você assiste, gosta, pode até comentar com alguém, mas amanhã ou depois já esqueceu dele. 
Ah! Um doce para quem descobrir o segredo da trama antes dos 50 minutos de filme.
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt0971209/

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights)


Quer assistir um filme "legalzinho", romântico e sem apelação. Procure em sua locadora por “Um beijo roubado” (My blueberry nights). De cara, o filme pode atrair pela curiosa participação da cantora Norah Jones como protagonista, pela riqueza do elenco – que traz Jude Law, Natalie Portman, Rachel Weisz e David Strathairn – ou pela grife do diretor Wong Kar Wai, do elogiadíssimo “Amor à flor da pele”. 
"Um beijo roubado" não chega a ser uma obra-prima. Longe disso. “Um beijo roubado” é um filme de alma pequena, um poema sem pretensões, um delírio estético sem objetivos de grande porte. Se você fingir não ver que Norah Jones é uma péssima atriz e não se incomodar com o uso excessivo da câmera lenta, pode ser uma experiência prazerosa e aconchegante, algo como um sonho bom que esquecemos logo ao acordar. 
Na trama, dois jovens que sofrem de dor-de-cotovelo aguda, Elizabeth (Jones) e Jeremy (Law), encontram-se na lanchonete dele, em Nova York, e resolvem curtir a solidão a dois. Após uma noite de lamúrias e um beijo roubado, o casal se separa e ela parte numa viagem pelos Estados Unidos sem destino certo.
Em Memphis, Elizabeth vira garçonete e assiste à decadência de um policial alcoólatra (Strathairn) frente à ex-mulher (Weisz). Seguindo viagem, ela vai para o Ely, no Estado de Nevada, onde encontra uma jogadora de pôquer profissional interpretada pela sempre ótima Portman, que deixa a falta de expressão de Norah Jones ainda mais evidente. 
Mas por que o diretor teria apostado tão alto na cantora como atriz? A explicação é uma só: ela está linda na tela. Com a extravagante fotografia de Darius Khondji, de imagens granuladas e cores supersaturadas, os olhos de Norah ganham magnetismo e até sua respiração parece significar alguma coisa.
Com esse “empurrãozinho” visual e a ajuda de uma 
trilha sonora bem pensada (que inclui, além da própria cantora, melodias nostálgicas de Cat Power, Otis Redding e outros), Wong Kar Wai salva o filme das limitações dramáticas de Norah Jones, que por pouco não faz o sonho colorido do diretor se transformar num pesadelo tedioso. 
A maioria das cenas é rodada em locais fechados, como bares, restaurantes e cassinos, onde os olhos atentos de Elizabeth observam as angústias dos outros. 
É um filme próprio para se assistir à dois, bem juntinho e aconchegadinhos, deixando-se levar no ritmo lento com que se desenvolve a paixão dos personagens.