quarta-feira, 14 de julho de 2010

Hashico - Sermpre ao seu lado

Não precisa ser nenhum bebê chorão, nem uma manteiga derretida para se pegar chorando (compulsivamente até) ao assistir Hashico (ou Hashi, a dog story, título em inglês ou ainda, "Sempre ao seu lado", nome de batismo em terra brasilis). Hashico é muito mais que uma história entre um cão e seu dono. É uma história de amor, fidelidade, amizade, coisa muito rara de ser ver hoje em dia, entre os humanos, pelo menos. Baseado em um história real que virou lenda no Japão, Hashi (oito em japonês, pois era o oitava da ninhada) é um Akita, cachorro conhecido por seu temperamento independente e avesso à treinamentos. No filme de 2009, a história foi transportada da cidade original de Shibuya, nos arredores de Tóquio, para Rode Island, nos Estados Unidos. Ainda filhote, Hashi acidentalmente escapa de sua gaiola e encontra o professor de música Parker Wilson (Richard Gere) que toma o trem todos os dias para ir dar aula na universidade, voltando sempre a tardinha. Relutante, principalmente por causa da esposa que não queria animais de estimação (fica nas entrelinhas que eles acabaram de perder um animalzinho muito querido recentemente), Wilson acaba adotando e criando um laço de amizade tão grande com Hashi que nem a esposa quis romper e aceitou a adoção. Entre as indas e vinda do filme, e as frustradas tentativas de Wilson ensinar Hashi a pegar uma bolinha, ele descobre que isso faz parte do caráter do animal quando conversava com um amigo japonês que também explicou e indiretamente deu o nome a Hashi. Mas uma coisa ele fazia de muito bom grado e por conta própria: Seguia Wilson até a estação todos os dias e perto do horário da chegada do professor ele corria e esperava sentado em uma pracinha em frente a saída da estação. Um comportamento inexperado e admirado por todos.

ATENÇÃO! SPOILERS DAQUI PARA A FRENTE.


Mas chega o dia em que Hashi não queria que o professor pegasse o trem, e até a bolinha ele pegou para tentar fazê-lo ficar. Mas nada. Ele então espera, espera, espera... e nada. O professor faleceu na universidade de ataque cardíaco. A filha do professor, agora casada, tenta levá-lo para casa onde eles irão morar com a mãe agora viúva. Mas Hashi foge e volta para a estação. Vendo que não havia nada a fazer, Michael, genro do professor, decide deixá-lo na ferroviária, onde continua sendo agradado e tratado por todos. Vira inclusive matéria de reportagem.
E assim Hashi repetiu a sua rotina durante 10 longos anos, até que, na velhice, numa fria noite de inverno, ele vai para a estação, em um horário diferente, pela última vez. Ele finalmente reencontra seu dono, e felizes saem brincando mundo afora. Hashico falecera.
Richard Gere em suas entrevistas conta que dificilmente consegue contar sobre o filme sem ficar embargado ou chorar.
Mesmo sabendo o começo meio e fim do filme, é impossível de não se assistir mais de uma vez.
No Japão, na cidade de Shibuya, em frente à estação de trem, hoje existe uma estátua de bronze homenageando o personagem principal que faleceu, originalmente, em 1935. Há quem ache que seja apenas uma lenda japonesa para falar de amizade e lealdade. Que seja! Mas como disse o pequeno Ronnie, neto de Wilson, na aula que a professora pediu para que falassem sobre seu herói, ele começou, entre risadas desacreditadas dos colegas, a conta a história de Hashi e seu avô, e quando termina, a sala de aula inteira está aos prantos.
Indico à todos...
Ficha completa do filme: http://www.imdb.pt/title/tt1028532/
Trailler:

terça-feira, 13 de julho de 2010

Olny Rock And Roll

É. Eu comecei este post diferente porque ele merece. Achei este filme por acaso. "The Boat that Rocked" (Os Piratas do Rock - no Brasil) conta a história de um grupo de DJ's que leva uma vida muito rock and roll a bordo de um barco de onde transmitem programação rock/pop dia e noite. Isso porque por volta de 1966, na Inglaterra, as rádios eram proibidas de tocar musicas que não carrega-se uma carga educativa, por assim dizer. A BBC era uma das únicas que tinham o direito de tocar 45 minutos diários de rock, às 03 da manhã! Escrito e dirigido por Richard Curtis que tem em seu currículo os sucessos de Bridget Jones (O Diário de, e No limite da Razão) e várias produções do humorista Mr. Bean, "Os Piratas do Rock" é daqueles filmes que você fica louco para que demore o máximo possível para acabar... e quando acaba, você fica vendo os créditos finais só para curtir o finalzinho da excelente trilha sonora. Trilha essa que é o ponto forte do filme recheando com pérolas do rock dos anos 60, principalmente britânico. Na minha opinião é uma obra de arte que merece ser vista, revista, vista de novo e para sempre. Uma viagem no tempo sem lisergias excessivas. Tudo na dose certa: música, humor, drama, conflitos. Tudo muito bom, muito bem orquestrado, do começo ao fim, um verdadeiro tributo ao começo do rock, às rádios que se especializaram no assunto. Aos fãs, saudosistas ou não. 
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt1131729/
Assista o trailler

domingo, 30 de maio de 2010

24 HORAS: UM TRIBUTO

Após 10 anos, 17 Emmy's, 2 Globos de Ouro e muito milhões de dólares depois, 24 horas chegou ao fim no último dia 24 de maio. Pelo menos é o que tudo indica. Kiefer Suttherland, o Jack Bauer, protagonista da série afirmou em recente entrevista que "se o público quiser continuar vendo 24h ele fará com satisfação". Desde que começou a série em 2001, a Fox, emissora que transmite o seriado, registrou muitos altos e baixos na audiência da série. Temporadas fracas, fortes, enfrentando concorrentes de peso como Lost, The Vampire Diaries, The Big Bang Theory entre outros, Jack Bauer e sua equipe da CTU (Counter Terrorism Unity) sempre deram conta do recado e seguraram uma média relativamente satisfatória de audiência. Mas o final da 8ª temporada, transmitida em um especial de 2 horas, foi uma das mais baixas de toda a franquia. Mesmo assim, o produtor Howard Gordon vê grandes chances na continuação da série. Um dos boatos que correm é que o maior empecilho para que 24h ganhe uma nova temporada é o alto salário de Suttherland. Bom, se ele diz que quer, pretende agradar os fãs, ele vai abaixar um pouco seu salário. Espero que sim.
Eu, particularmente, me tornei fã da série já na primeira temporada. Difícil sempre foi ter que esperar um ano para uma nova temporada. O frenesi de 24h é empolgante. É ação o tempo todo, já que tudo deve acontecer no espaço de um dia. Parece difícil acreditar que tanta coisa possa acontecer em 24 horas, mas especialistas da swat, FBI e de analistas de força táticas garantem que tudo o que acontece na série é perfeitamente plausível de acontecer no espaço de tempo demonstrado. Viagens, conspirações e tudo. Espero que não acabe por aqui. O final da 8ª temporada foi triste e melancólica. Não vou dar detalhes. Mas Jack não morreu, e com ele vivo, como disse o presidente Logan, "ele voltará do buraco que tiver enfiado no fim do mundo" por isso tudo pode acontecer nos próximos meses. Aguardemos!

Shutter Island (Ilha do Medo)



Mais uma obra prima do mestre do cinema Martin Scorsese. "Ilha do Medo" é um drama psicológico envolvente e absolutamente surpreendente, marca que só grandes mestres do cinema conseguem empregar em seus filmes. Scorsese consegue envolver o espectador em um clima de suspense e loucura que só é desvendado nos últimos minutos do filme. Estrelado por Leonardo Di Caprio, o drama conta a história do Delegado Teddy Daniels (Di Caprio) e seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) que são atribuídos para investigar a fuga de um paciente no hospital/prisão de segurança máxima loucos criminosos localizada na Ilha de Shutter. Em meio a um furacão e a dificuldade de conseguir a colaboração dos funcionários, Teddy começa uma investigação meio que por conta própria e começa a ver que nada é exatamente o que parece ser... nem ele mesmo... É um filme imperdível para quem gosta de suspense, drama, história bem estruturada e com final surpreendente e até emocionante. Na minha opinião, o clima de loucura e insanidade que Di Caprio tentou alcançar com o horrível "A Ilha", ele conseguiu agora, por coincidência, em outra ilha, agora a de Shutter. Um clima noir e de maturidade de Leonardo que não via em seus filmes desde "Eclipse de uma Paixão". Mas ai é outra história.
Ficha Completa: http://www.imdb.pt/title/tt1130884/
Trailer do filme:

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Invenção da Mentira (The Invention of Lying) - 2009


Imagine se não existisse a mentira. Imagine se todos simplesmente falassem somente a verdade, por mais doída que fosse. Eu sei. É difícil. Muito difícil. Mas Ricky Gervais e Matthew Robinson conseguiram esta façanha neste ótimo "A Invenção da Mentira". Dirigido e escrito pela dupla Gervais e Robinson, o filme conta uma fictícia estória do mundo sem mentiras protagonizado por Mark Bellison (Rick Gervais - novamente), Anna McDoogles (Jennifer Garner) e seus amigos Frank (Jonah Hill) e Greg (Louis C. K.). Nesse mundo, o cinema e feito com filmes onde os astros são leitores, que lêem a grandes obras escritas por grandes escritores, astros do quilate de nosso mega star do cinema. Mark Bellison é um fracassado que acaba de ser demitido e é apaixonado por Anna que só pensa em arrumar um pai com boa genética para seus futuros filhos. Até que Mark consegue contar a primeira mentira do mundo! A partir daí sua vida muda vertiginosamente, já que todos acreditam em absolutamente tudo que ele fala, afinal, porque não acreditar se não existe a noção ou conceito de mentira. É um filme de humor leve e gostoso que vale e muito a pena ser assistido. E também serve para refletir um pouco na "utilidade" da mentira, aquelas que não prejudicam ninguém, e ainda podem ajudar. Atenção para as cenas em que Mark aparece com as "tábuas da revelação" - seus ditames ouvidos do "homem do céu" colados no fundo de caixas de pizza da Pizza Hut e onde uma pessoa em uma propaganda "vende" um produto a base de açúcar mascavo e água, que engorda, pode provocar ataques cardíacos e é muito doce. A nossa amiga Coca-Cola. Já pensou se a moda pega!!!!
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt1058017/
Assista o trailler: