terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Guerra ao Terror (The Hurt Locker) 2010

Essa excelente produção do cinema quase não chega às telonas nacionais por um equívoco de mídia. Com pouco dinheiro para divulgação, a obra dirigida por Kathryn Bigelow estreou em pouca salas norte-americanas e no resto do mundo também não vinha muito bem. Até que começou a abocanhar alguns prêmios internacionais como o concedido pela National Society of Film Critics (Melhor Filme, Direção e Ator) assim como os da Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles e New York. Ai sua carreira decolou internacionalmente. Ainda assim, aqui no Brasil, seu destino estava fadado aos DVDs sem passar pelos cinemas até as 9 indicações ao Oscar. Finalmente, desde a última sexta-feira (5), os brasileiros podem assistir essa verdadeira obra de arte sobre a Guerra.
O filme relata a história de peritos em desarme de explosivos no Iraque. Uma visão diferenciada sobre a guerra, já que poucos conhecem sobre estes profissionais que arriscam diariamente suas vidas para garantir a vida da população e de suas próprias tropas. Dentro desse enredo se desdobra o drama de William James (Jeremy Renner) que é visivelmente viciado em adrenalina e coloca a vida de seus companheiros e a sua própria em risco tomando atitudes inesperadas e fora das normas no exercício da profissão. 
A câmera "nervosa", trêmula por diversas vezes e assumindo a função de protagonista quando age como o olhar de James deixa o expectador com a sensação de tensão a cada minuto. Como se a todo instante, a cada movimento em falso, uma mina ou armadilha fosse detonar. 
Esse foco pode ter sido o grande trunfo de Bigelow que ainda é considerada uma novata nos meios de Hollywood e com pouco e fracos filmes no curriculum (como K 19). Mas ela mostra amadurecimento e um futuro extremamente promissor com "Guerra ao Terror", e para os especialistas, não vai ser nenhuma surpresa ela abocanhar muito mais estatuetas que seu ex-marido, o diretor de Avatar com também 9 indicações, James Cameron. 
Anote ai minhas apostas para "The Hurt Locker": Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (se a Academia não optar pela memória viva de Nelson Mandela interpretado por Morgam Freeman em "Invictus"), e Montagem. 
Ficha Completa: http://www.imdb.pt/title/tt0887912/

Se Beber, Não Case (The Hangover) USA 2009


Muita gente com certeza já passou por uma situação como essa. Pelo menos 99% de meus amigos já. Beber e farrear tanto, tanto que no outro dia não se lembra de absolutamente nada. Algumas pessoas dizem que é uma "desculpa esfarrapada" dizer que aconteceu isso para se sentir menos culpada pelos absurdos que cometeu na noite anterior.
Mas quando se chega ao ponto em que Phil Wenneck (Bradley Cooper de Maluca Paixão) e seus amigos Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha) a coisa pode ficar muito feia. Os quatro amigos saem em uma viagem para Las Vegas para fazer a despedida de solteiro de Doug. Algo comum e muito corriqueiro nos Estados Unidos. Mas tudo toma outro rumo após um drink inicial no telhado do hotel. Somos levados já ao despertar dos amigos em um quarto de hotel absolutamente bagunçado, com cadeiras queimadas, uma verdadeira zona e um par de pés descalços de mulher misteriosamente saindo na ponta dos dedos. Os despertar dos amigos é como o de qualquer outro após uma bebedeira alucinada. Mas concordamos que não é nada comum achar em nossos quartos, por pior que tenha sido a bebedeira, um neném abandonado e um tigre no banheiro!
E o pior: Doug, que iria se casar dali a algumas horas, simplesmente sumiu e ninguém se lembra de nada após as 21h da noite anterior.
O desenrolar da história é recheada de eventos alucinantes e hilários a medida que Phil, Stu (que perdeu um dente e se casou com uma prostituta) e Alan vão desvendando o mistério da noitada anterior. Decididamente muito engraçado e não foi àtoa que "Se Beber, Não Case" ganhou o Globo de Ouro de 2010 como Melhor Filme de Comédia ou Musical.
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt1119646/

sábado, 6 de fevereiro de 2010

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

AVATAR (AVATAR 2010)

O melhor jeito para falar de Avatar é assisti-lo sem a "pirotecnia" do famigerado 3D. Não que eu seja contra o uso do recurso. Pelo contrário. Como fã de ficção científica, qualquer coisa que seja criado e utilizado para melhorar e personificar nossos mais loucos desejos de tecnologia é válido. Mas se utilizar de um recurso como esse para apresentar um enredo é um tiro no pé, mas que pode render milhões, ou bilhões de dólares.
Eu ainda me lembro muito bem do primeiro filme com recurso 3D que assisti. Foi há muitos e muitos anos atrás, nos idos de 1991, no velho Cine Campo Grande. O filme "O Pesadelo Final: A Morte de Fred". Ah, finalmente o ser maldito que atormentava os sonhos dos mais jovens iria morrer, ir para o inferno, e em grande estilo... em 3D! Mas... o filme com certeza está entre os piores filmes que já assisti. Ou o pior, se colocar na categoria de filmes que prometem muito e cumprem pouco ou nada. Já que na minha escala de piores, tenho uma categoria especial para todos os filmes de Chuck Norris e Steven Seagal, o de pior dos piores. Mas voltando ao 3D, o tal fim de Fred (que não foi o fim) não tinha o menor sentido, nem pé, nem cabeça. Horrível em todos os sentidos. Mas tinha o famigerado 3D como apelo de mídia. Agora voltamos  para 2010, com Avatar. Certamente não colocarei o filme de James Cameron na lista de piores. 
O filme é legal. Mas não passa disso. Tirando o 3D, o que resta para apoiar a narrativa são cenas belíssimas de paisagens idílicas, antes só vistas nos desenhos de Caverna do Dragão (alguém ai se lembrou das montanha flutuantes?). A história toda é capenga. O que se vê é um desfile de crichês da mania eco-cultural que se vê em tempos de "aquecimento global" (ou seria "resfriamento"?). A tal "ligação espiritual" dos Navi (humanóides habitantes de Pandora) é basicamente o que todo ser humano ligado em ecologia vive propagando aos 4 ventos. Que devemos nos unir e entender a natureza, a conviver com ela, blá, blá blá... E como todo papo-cabeça-ecológico que se preza, o homem tem que ser o terrível e maligno ser destruidor 
de todo um ecossistema em busca de benefícios para seu modo de vida cada vez mais desumano (alguém pensou em contradição?). Como eu disse, não é um filme de todo o ruim. Na festa do Oscar, deverá receber com certeza ao menos 4, dos nove prêmios à que foi indicado. Afinal, em Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros. Som e Fotografia, Avatar é quase imbatível.
Claro, tudo isso é minha opinião, mas pareço ter um pouco de respaldo, já que Avatar não foi indicado em nenhuma das duas categorias que costumam "encaminhar" um filme para o apogeu de receber a estatueta de Melhor Filme e Melhor Direção, que são as categorias de Roteiro Adaptado e Roteiro Original. É pagar para ver, e caro, pois as sessões de 3D são muito mais caras que as normais!
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt0499549/

Sandra Bullock, a poderosa de Hollywood.

Nem só de holofotes vivem as grandes estrelas hollywoodianas. Sandra Bullock que o diga. Em 2009 ela esteve em duas produções que lhe valeram indicações ao Globo de Ouro - Um Sonho Possível - onde venceu como melhor atriz e A Proposta, que perdeu para Meryl Streep. Agora, para o Oscar, ela é indicada para a categoria de Melhor Atriz em Um Sonho Possível (The Blind Side), novamente concorrendo com Streep. A premiação de Bullock, sua primeira, é praticamente uma barbada nas bancas de apostas. Mas o que pouca gente sabia até hoje, quando saiu as indicações para o Framboesa de Ouro, que premia os piores do ano, lá estava ela, Sandra Bullock, como pior atriz. Mas no Framboesa, o filme responsável por essa indicação não é nem A Proposta, nem Um Sonho Possível. É uma terceira produção em que Sandra foi inclusive produtora. Isso aí, enfiou dinheiro do próprio bolso para fazer a fraca "Maluca Paixão" (All About Steve). Neste filme, Sandra é Mary Horowitz, uma mulher prá lá de esquisita, que fala muito, e é uma chata de galocha (literalmente, já que não larga de sua galocha vermelha. Ou seria bota?). Ela é a responsável em criar as palavras cruzadas para o jornal de sua cidade (que já não quer publicá-los mais) que se envolve em aventuras para lá de improváveis enquanto corre atrás de um câmeraman da CNN, o tal Steve (Bradley Cooper), que ela acredita ser seu amor perfeito e quer convencêlo disso pelo interior dos Estados Unidos, se envolvendo em resgate de crianças que cairam num buraco (ela cai sem querer depois que quase todas as crianças são resgatadas, uma cena hilária) e na manifestação mais "freak" que já vi: Se uma criança tinha ou não o direito a ter 3 pernas!!!!!
O filme é ruim, mas vale a pena ser visto pelos lances engraçados, hilários e improváveis em que Mary se envolve. Atenção para o mullet oitentista de Bullock. É muito... feio!!!!
Mas enfim, Sandra Bullock pode ganhar dois prêmios em 2010, o de Melhor e Pior Atriz! 
Ficha completa: http://www.imdb.pt/title/tt0881891/